A EDUCAFRO Brasil, organização que luta pela igualdade racial, entrou com um processo na Justiça contra a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) por causa da falta de ações firmes contra o racismo no futebol.
O objetivo do processo é responsabilizar essas entidades por não tomarem atitudes eficazes diante de vários casos de racismo nos estádios. A EDUCAFRO pede uma indenização de R$ 750 milhões, que seria usada para reparar os danos causados à população negra e investir em ações de combate ao racismo.
Um dos casos citados na ação é o do jogador Luighi Hanri Sousa Santos, do time sub-20 do Palmeiras, que foi vítima de ofensas racistas durante um jogo da Libertadores Sub-20. Mesmo com imagens mostrando o torcedor imitando um macaco, a punição foi leve, o que mostra, segundo a EDUCAFRO, que as instituições não tratam o racismo com a seriedade necessária.
O processo também pede que a espo tenha um representante legal no Brasil, para que possa ser responsabilizada por suas ações no país.
“Não podemos permitir que o racismo continue acontecendo nos campos de futebol como se fosse algo normal. Esse processo é um passo importante para garantir que os culpados sejam punidos e que cenas como essa não se repitam”, afirma o advogado Sandro Luís Silva Santos, da equipe jurídica da EDUCAFRO.
Para a EDUCAFRO, buscar a Justiça é essencial para mudar a realidade e mostrar que o racismo não será mais tolerado — nem no futebol, nem em nenhum outro espaço da sociedade.