Condenação de 105 anos para homem que assassinou companheira grávida no interior gaúcho

Um homem foi sentenciado a 105 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato de sua companheira grávida em Cruz Alta, situada na Região Noroeste do Rio Grande do Sul.

O julgamento, realizado na terça-feira (23), foi conduzido pelo juiz João Vitor Pomilio De Marchi. A decisão ainda pode ser contestada.

Segundo o Ministério Público (MP), a mulher, de 33 anos, foi morta no dia 10 de novembro de 2024. Seu corpo foi encontrado no banheiro da residência do casal, apresentando diversas lesões, principalmente na área facial e na cabeça. O réu chegou a reportar o desaparecimento da parceira, afirmando que ambos foram atacados por terceiros. Na ocasião, a vítima estava com seis semanas de gestação.

O MP destacou que o crime se caracterizou como violência doméstica e familiar, refletindo um desprezo pela condição feminina. O homem foi condenado por feminicídio, tendo três agravantes que aumentaram a pena: a gravidez da vítima, o uso de um método que impossibilitou sua defesa e a crueldade do ato. Além disso, agravantes relacionados à reincidência e motivos torpes foram considerados, junto com circunstâncias desfavoráveis durante o julgamento.

No decorrer do processo judicial, cinco testemunhas foram ouvidas; três delas em favor da acusação e duas para a defesa. Durante seu depoimento no tribunal, o réu, que tem 34 anos, admitiu ser o autor do homicídio. A motivação para o feminicídio teria sido ciúmes e se deu por meio de espancamento.