O Palácio Piratini, ícone da cultura e da política do Rio Grande do Sul, abrirá suas portas nos dias 17 e 18 de outubro para a última edição de visitas guiadas especiais de 2026. Essa iniciativa proporciona ao público a oportunidade de explorar áreas que não estão incluídas nos roteiros habituais, como o Memorial da Legalidade e o Gabinete do Governador, além de admirar os detalhes arquitetônicos e o acervo artístico do prédio.
Com um tempo estimado de 1h45, a visita leva os participantes pelas alas Residencial e Governamental, apresentando locais que foram palco de eventos significativos na história do estado. Inaugurado em 1921, o Palácio é um exemplo marcante da arquitetura neoclássica e abriga obras de artistas renomados, incluindo os afrescos de Aldo Locatelli, que ilustram momentos importantes na formação do Estado. O cenário é embelezado por molduras douradas, colunas decorativas e um magnífico candelabro de cristal no salão nobre, que impressiona pela sua riqueza estética e simbólica.
As visitas acontecerão em três horários diferentes — às 10h, 13h30 e 15h30 — tanto no sábado quanto no domingo. As inscrições são gratuitas e estarão disponíveis a partir da próxima terça-feira (13/10), às 12h, somente pelo site oficial do Palácio, na seção Agende. Cada horário terá um limite de 35 participantes, garantindo a exclusividade da experiência.
O roteiro especial também proporciona uma revisita a momentos históricos, como a Campanha da Legalidade, que foi liderada por Leonel Brizola em 1961 e teve o Palácio como centro das mobilizações em defesa da Constituição. Ao promover essas edições especiais, o Piratini reafirma seu papel como um espaço de memória e cidadania, fazendo uma conexão entre passado e presente ao unir história, arte e política.
Mais do que um simples passeio turístico, essa experiência oferece uma imersão na identidade gaúcha, promovendo a valorização da memória e a participação cidadã. Ao aproximar a comunidade do seu patrimônio histórico e cultural, o Palácio Piratini solidifica sua importância como sede administrativa e monumento artístico, estabelecendo-se como um dos principais símbolos da vida pública no Rio Grande do Sul.
