Sesi marca 80 anos com mostra que homenageia a evolução da indústria e seu impacto social

Uma nova exposição gratuita no Instituto Caldeira apresenta uma variedade de documentos, fotografias e objetos históricos que ilustram a importância de uma instituição na formação de trabalhadores e no desenvolvimento do Brasil.

Intitulada “Sesi 80 anos: Cuidando de Quem Faz a Indústria”, a mostra leva o visitante por uma jornada ao longo de oito décadas da história industrial brasileira, começando pela Carta da Paz Social, que deu origem ao Serviço Social da Indústria (Sesi) em 1946, até troféus de competições de robótica que simbolizam um futuro promissor. Inaugurada nesta terça-feira (13) em Porto Alegre, a exposição inclui uma coleção rica em documentos, imagens e registros que evidenciam as contribuições do Sesi nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte e assistência social.

A exposição é fruto da colaboração entre o Sistema FIERGS e o Conselho Nacional do Sesi e ocupa o prédio Guahyba. Ela oferece um panorama abrangente sobre como a entidade tem sido fundamental na formação de trabalhadores e na melhoria das condições de vida das famílias envolvidas com a indústria. Além disso, propõe reflexões acerca dos desafios futuros.

A escolha do Instituto Caldeira para sediar a mostra enfatiza a ligação entre inovação e memória. O local é reconhecido como um centro importante para empreendedorismo e tecnologia no estado, conectando a história do Sesi às discussões contemporâneas sobre desenvolvimento e formação de talentos.

No evento de inauguração, Claudio Bier, presidente do Sistema FIERGS, destacou que o sucesso da instituição se deve à integração entre diversas áreas voltadas ao desenvolvimento humano.

“É essencial que educação, formação profissional, saúde, inovação e desenvolvimento de talentos caminhem cada vez mais juntos. Essa construção não ocorre sem a colaboração entre a indústria e nossos sindicatos. Essa parceria foi crucial para os 80 anos do Sesi e continuará sendo vital para alcançarmos as metas planejadas para o futuro.”

Pedro Valério, CEO do Instituto Caldeira, também enfatizou a relevância da parceria com o Sistema FIERGS e sua contribuição para um Rio Grande do Sul mais competitivo.

“Estamos entusiasmados em estreitar ainda mais nossos laços com o Sistema FIERGS, uma entidade fundamental para moldar o futuro do nosso estado. Queremos ser um espaço onde indústrias e diferentes segmentos da sociedade possam dialogar e trocar experiências,” afirmou.

A mostra é dividida em módulos nacional e regional. O módulo nacional apresenta uma linha do tempo que liga a trajetória do Sesi aos principais eventos ocorridos no Brasil e no mundo, além de destacar seu crescimento e abrangência dos serviços oferecidos.

O módulo regional traz iniciativas significativas que marcaram a atuação do Sesi no Rio Grande do Sul. Através de fotografias históricas, mapas das primeiras unidades operacionais e documentos relacionados às áreas educacional, assistencial social, cultural e esportiva, é possível perceber como a entidade ajudou na formação da identidade industrial gaúcha.

Entre os itens mais notáveis expostos estão a Carta da Paz Social, cartazes de temporadas teatrais passadas, fotografias antigas, troféus conquistados em competições de robótica e uma miniatura da unidade móvel de saúde. Esses itens refletem o impacto positivo da atuação do Sesi em várias gerações de trabalhadores e comunidades.

Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do Departamento Nacional do Sesi, comentou sobre como a história da instituição se entrelaça com a evolução do Brasil.

“São 80 anos marcantes para uma instituição que sempre brilhou e continuará fazendo isso por meio dos trabalhos realizados nas áreas educacional, cultural, esportiva e na saúde. A partir de 1946, sua trajetória se funde com a história deste país,” disse ela.

Sérgio Mendonça, superintendente executivo do Conselho Nacional do Sesi, ressaltou também o papel fundamental desempenhado pela entidade na promoção da qualidade de vida dos trabalhadores industriais.

“O Sesi sempre foi um instrumento significativo nas políticas sociais brasileiras ao buscar melhorar as condições de vida dos trabalhadores da indústria e suas famílias. Agora aos 80 anos, chega com grande energia e disposição para olhar adiante,” declarou ele.

A exposição estará aberta ao público até 29 de novembro. É uma oportunidade única para refletir sobre como memória, cultura e conhecimento podem ilustrar o papel da indústria na formação da história brasileira.