Prefeitura de Porto Alegre realiza cerca de 11 mil pagamentos de auxílio-moradia em apenas um ano

Balanço divulgado pela prefeitura de Porto Alegre nessa terça-feira (6) revelou que a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) realizou 10.821 pagamentos de auxílio-moradia ao longo de 2025. Mais da metade dos casos (5.581 atendimentos) foram para a modalidade-padrão, enquanto mais de 23% (2.541) foram destinados a pessoas em situação de rua, proporcionando condições mínimas de moradia e apoio para reinserção social.

O chamado “Auxílio Proteção Especial” foi concedido em 25% dos casos (2.699), oferecendo suporte técnico e ações de inclusão social por meio da rede socioassistencial. Segundo a SMAS, os resultados demonstram o avanço das políticas públicas focadas em indivíduos vulneráveis na capital gaúcha.

Destacou-se a criação de 450 vagas adicionais em maio, exclusivamente destinadas à população em situação de rua. Matheus Xavier, titular da pasta, afirmou que essa medida ampliou a capacidade de resposta da cidade diante do aumento na demanda por proteção social, reforçando o compromisso com a garantia de direitos, acolhimento e promoção de autonomia:

“A iniciativa faz parte de um conjunto de ações que ajudam na reconstrução de laços e na superação de situações de extrema vulnerabilidade. O auxílio-moradia é uma ferramenta crucial em nossa política de proteção social, oferecendo não apenas um lugar para ficar, mas também a oportunidade de reconstruir vidas com dignidade. Nosso objetivo é garantir que o benefício chegue às pessoas que mais precisam.”

Ele acrescentou: “Com a consolidação do auxílio-moradia como política pública contínua, a SMAS planeja expandir suas ações em 2026, reforçando o papel de Porto Alegre como referência na promoção de direitos fundamentais e no fortalecimento da rede de proteção social.”

Funcionamento do programa

O acesso ao auxílio-moradia é realizado de forma técnica e organizada pela rede municipal. Os interessados podem buscar assistência nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

No caso da população em situação de rua, o encaminhamento também é feito pelos serviços de abordagem social, unidades de acolhimento e Centros de Referência para População em Situação de Rua (Centros POP). Em todas as situações, a concessão depende de uma avaliação social realizada por equipes especializadas, garantindo critérios técnicos e prioridade para aqueles com maior necessidade de auxílio.

(Marcello Campos)