Dados recentes da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS) apontam para uma redução significativa nos índices de furto e roubo no Centro Histórico de Porto Alegre, no mês de janeiro. Houve uma diminuição de 53,1% nos registros de furto, passando de 367 para 195, e uma redução de 53,7% nos casos de roubo, de 145 para 78.
É importante salientar que os números oficiais podem ser menores do que a realidade, já que muitas vítimas não comunicam as autoridades por medo ou descrença na resolução do caso.
No Brasil, o furto ocorre de maneira discreta, sem contato físico ou verbal entre o criminoso e a vítima, como por exemplo, pegar a carteira sem o dono perceber. Já o roubo envolve ameaça, intimidação ou agressão, como apontar uma arma para exigir a entrega de um celular.
Além da queda nos índices criminais, um estudo realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) mostra que Porto Alegre subiu da 24ª posição para o 3º lugar no ranking das capitais mais seguras do país, destacando o trabalho integrado das forças de segurança e o planejamento estratégico adotado pelas autoridades.
O secretário municipal de Segurança, Alexandre Aragon, creditou os resultados ao esforço conjunto das forças de segurança e reforçou o compromisso de manter a transformação em toda a cidade.
Além das ações de segurança, a melhoria na sensação de segurança também é atribuída às políticas públicas implementadas nos últimos anos, que combinam policiamento, planejamento estratégico e incentivo à ocupação urbana. O Centro Histórico se destaca como exemplo dessa nova fase da segurança pública em Porto Alegre.
O programa “Centro+”, da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão (SMPG), busca revitalizar o espaço urbano e prevenir a criminalidade, com projetos como Graffiti Sinfônico, que levou arte urbana a áreas antes degradadas.
Eventos como a Oktoberfest na rua Sete de Setembro também contribuem para a dinamização e revitalização do Centro Histórico, reunindo milhares de pessoas e estimulando a participação do público na região.
O objetivo é trazer vida ao espaço urbano, estimulando a circulação de pessoas para aumentar a sensação de segurança e impulsionar a economia local, conforme ressalta o titular da SMPG, Cezar Schirmer.
(Marcello Campos)
