Duas pessoas são sentenciadas pela morte do prefeito de cidade no Rio Grande do Sul

A tarde de sexta-feira (9) marcou o desfecho do julgamento de dois homens implicados no assassinato de Roberto Maciel Santos, prefeito de Lajeado do Bugre, que tinha 45 anos e foi morto em seu gabinete em novembro de 2022.

Rafael dos Santos Lyrio recebeu uma sentença de 38 anos de prisão em regime fechado, sendo considerado culpado pelo homicídio qualificado. Por outro lado, ele foi absolvido da acusação relacionada à extorsão. Seu primo, Victor Santos Lyrio, foi condenado a 5 anos e 6 meses de reclusão em regime semiaberto por extorsão, sendo também absolvido da imputação de homicídio.

O julgamento ocorreu no Salão do Júri do Foro de Passo Fundo sob a presidência do juiz Victor Bevilaqua. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o caso envolveu dez pessoas e teve como motivação a exigência de valores por parte de uma organização criminosa direcionada a políticos locais após as eleições, além de desavenças políticas.

No início do processo, foram ouvidas cinco testemunhas apresentadas pela acusação e onze pela defesa, além das declarações dos réus. Após essa etapa, os advogados realizaram os debates entre as partes. É possível interpor recurso contra a decisão proferida.

Conforme informações do MP, o assassinato ocorreu às 11h20 do dia 24 de novembro de 2022 na prefeitura de Lajeado do Bugre. Um homem adentrou o gabinete do prefeito e disparou contra ele, resultando em sua morte imediata. Durante o ataque, houve ainda uma tentativa de assassinato contra o vice-prefeito, que conseguiu se refugiar no banheiro, assim como um funcionário que foi atingido pelos tiros, mas sobreviveu após receber socorro.

Os réus foram acusados não apenas de arquitetar e coordenar os crimes, mas também de oferecer apoio moral e logístico para a ação criminosa e a fuga dos coautores. A denúncia ainda menciona que a esposa e a filha do prefeito foram alvos de extorsões e ameaças por parte do grupo criminoso.