A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) dará início, na próxima segunda-feira (2), a um novo monitoramento em Porto Alegre para combater infrações no trânsito, com foco na diminuição de comportamentos arriscados e na proteção de vidas. Serão instalados detectores de avanço de sinal vermelho (DAS) em dois pontos estratégicos: o cruzamento da avenida Sertório com a Ceará, localizado na Zona Norte, e o cruzamento da Ipiranga com a rua Silva Só, situado na Zona Leste.
Na avenida Sertório, o limite de velocidade é estipulado em 40 km/h no sentido Bairro-Centro e 60 km/h no sentido oposto. A avenida Ceará, que possui um fluxo único Norte-Sul, tem um limite de 60 km/h em toda sua extensão.
No cruzamento da Ipiranga, a velocidade máxima permitida é igualmente de 60 km/h em ambas as direções. Esta mesma limitação se aplica ao tráfego nas aproximações das ruas Silva Só (Norte-Sul) e São Manoel (Sul-Norte).
A administração municipal enfatiza que todos os 15 cruzamentos mais críticos em termos de acidentes graves na cidade serão equipados com esses dispositivos. Entre março e setembro deste ano, o sistema já registrou mais de 43 milhões de passagens em 11 cruzamentos, resultando apenas em 0,022% de infrações.
Fator de risco
Conforme informações do Programa Vida no Trânsito, o avanço do sinal vermelho foi identificado como a principal causa de fatalidades no trânsito da capital gaúcha durante o último ano. Desde março de 2026, os DAS estão operando nos cruzamentos com maior histórico de acidentes na cidade, seguindo os planos da EPTC.
Esses equipamentos são responsáveis por detectar a passagem irregular pelo sinal vermelho, aprimorando a fiscalização e fornecendo dados técnicos que sustentam decisões que visam minimizar infrações e reduzir acidentes graves nesses locais vulneráveis.
O diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto, declarou: “Estamos conseguindo inverter a tendência de perdas humanas que observamos no início do ano e avançar na meta de diminuir os acidentes de trânsito e salvar vidas. O monitoramento evidência que a maioria dos motoristas está respeitando as sinalizações”.
DAS presente
- Avenida Aparício Borges x Avenida Oscar Pereira.
- Avenida Baltazar de Oliveira Garcia x Avenida Dante Ângelo Pilla/Avenida Manoel Elias.
- Avenida Bento Gonçalves x Avenida Antônio de Carvalho.
- Avenida Bento Gonçalves x Avenida Princesa Isabel.
- Avenida Bento Gonçalves x Estrada João de Oliveira Remião.
- Avenida Farrapos x Rua Santo Antônio/Rua Walmor Paulo Sauter.
- Avenida Ipiranga x Avenida Azenha.
- Avenida Ipiranga x Avenida Salvador França.
- Avenida Nonoai/Cavalhada x Avenida Campos Velho/Vicente Monteggia.
- Avenida Plínio Brasil Milano x Avenida Augusto Meyer x Avenida Carlos Gomes.
- Avenida Protásio Alves x Rua Vicente da Fontoura.
- Avenida Protásio Alves x Rua Ramiro Barcelos/Avenida Venâncio Aires x Avenida Osvaldo Aranha.
- Avenida Sertório x Rua Edu Chaves/Avenida Souza Reis.
Saiba mais
No período entre 23h e 4h59min em Porto Alegre, é permitido avançar o sinal vermelho desde que o motorista adote precauções necessárias: deve reduzir a velocidade, ceder passagem aos veículos que já estão na via e priorizar totalmente os pedestres, sem ultrapassar os 30 km/h. O desrespeito a essas normas configura uma infração.
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), motoristas que avançam o sinal vermelho para dar passagem a veículos emergenciais não recebem penalização. Os registros dessas situações são analisados pela EPTC; caso sejam confirmadas as circunstâncias justificadoras, a autuação é cancelada. Caso contrário, se uma infração for registrada, o condutor pode apresentar defesa à EPTC para revisão do caso conforme a legislação vigente.
Os dispositivos eletrônicos utilizados para fiscalização fazem parte das iniciativas do Plano de Segurança Viária Sustentável (PSVS) em Porto Alegre e estão alinhados ao Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), que visa diminuir fatalidades e ferimentos graves através de ações educativas, engenharia e fiscalização eficazes.
Porto Alegre participa ainda do Programa Vida no Trânsito (PVT), coordenado pelo Ministério da Saúde. Desde 2012, o município realiza uma análise detalhada dos acidentes fatais para compreender os fatores e comportamentos arriscados envolvidos, predominantemente relacionados à conduta dos motoristas. Esses dados orientam estratégias educativas, planejamento urbano e fiscalização visando à prevenção de novos incidentes rodoviários.
(Marcello Campos)
