Luciano Zucco revela os cinco primeiros nomes que integrarão sua equipe no governo do Rio Grande do Sul

 

Nesta terça-feira (27), o governador eleito Luciano Zucco, acompanhado de sua vice Silvana Covatti, revelou os primeiros cinco integrantes do seu secretariado estadual, que assumirão suas funções a partir de 6 de janeiro. A seleção reflete um perfil voltado para resultados, com foco na gestão técnica e articulação política em um Estado que enfrenta a necessidade de aumentar investimentos, manter a saúde fiscal e lidar com os efeitos de eventos climáticos extremos.

Os nomes anunciados incluem Leandro Sonne como novo chefe da Casa Civil, Paulo Hermann na Agricultura e Desenvolvimento Rural, Roni Miranda Vieira à frente da Educação, Mauro Sinott na Segurança Pública e Liliana Cardoso para a Cultura. Segundo Zucco, as escolhas foram pautadas pela experiência, qualificação e capacidade de entrega dos profissionais selecionados.

“Estamos escolhendo os melhores”, declarou o governador eleito, enfatizando um modelo administrativo que prioriza a competência técnica e o compromisso com resultados efetivos.

As primeiras nomeações sugerem uma estratégia que busca equilibrar inovação e continuidade administrativa. O intuito é preservar iniciativas bem-sucedidas enquanto novas práticas são implementadas para potencializar a execução no governo.

A designação de Leandro Sonne para a Casa Civil coloca uma figura chave na articulação política no centro da gestão. Com uma vasta experiência tanto no Executivo quanto no Legislativo, ele será responsável por coordenar as relações com a Assembleia Legislativa, integrar as atividades das secretarias e apoiar institucionalmente as principais agendas do governo.

“Precisamos buscar convergência nos temas importantes para o Rio Grande do Sul, independentemente de ideologia”, comentou Sonne, referindo-se à condução da sua pasta.

No setor econômico, a escolha de Paulo Hermann chamou atenção entre os representantes do agronegócio. Com uma carreira focada na gestão empresarial e no agronegócio, ele assume o cargo com a proposta de fomentar uma agenda centrada no aumento da produtividade, recuperação dos solos e adaptação da agropecuária às mudanças climáticas.

“O solo é nossa caixa d’água. Devemos garantir que a água se mantenha onde é necessária para produzir”, destacou ao abordar os desafios enfrentados pelo setor agrícola gaúcho após diversas adversidades climáticas.

<pPara a Educação, Zucco trouxe uma referência nacional ao convidar Roni Miranda Vieira, atual secretário da área no Paraná. A expectativa é aproveitar experiências voltadas à melhoria do desempenho escolar, ampliação da formação profissional e modernização da gestão educacional.

No campo da Segurança Pública, foi escolhido o general da reserva Mauro Sinott, conhecido por sua vasta experiência em operações militares e coordenação de estruturas de segurança. Seu desafio será continuar a trajetória de redução dos índices criminais e fortalecer a integração entre as forças policiais. A manutenção do coronel Ikeda como secretário-adjunto reforça essa estratégia de continuidade em um setor delicado da administração estadual.

A Secretaria da Cultura ficará sob a liderança de Liliana Cardoso, atual responsável pela pasta em Porto Alegre. Com forte ligação ao tradicionalismo gaúcho e às manifestações culturais populares, ela ressaltou o papel fundamental da cultura como meio de inclusão social e fortalecimento da identidade regional.

Ainda que não tenha sido incluído entre os nomes anunciados, Leonardo Pascoal terá um papel crucial na futura administração ao coordenar os trabalhos de transição entre o governo atual e a nova equipe. Sua responsabilidade incluirá organizar informações e diagnósticos que servirão como base para os primeiros atos do novo governo.

Durante o evento, Zucco antecipou que mais integrantes do secretariado serão revelados na próxima quinta-feira. Ele afirmou que a estrutura administrativa está em fase final de elaboração, mas a intenção é adotar um modelo mais enxuto com cerca de 15 a 20 secretarias, unindo áreas afins e eliminando sobreposições administrativas.

A disposição inicial sugere uma gestão que precisará equilibrar responsabilidade fiscal com aumento dos investimentos e crescimento econômico em um contexto onde o Rio Grande do Sul busca manter sua competitividade diante dos efeitos cada vez mais frequentes das mudanças climáticas extremas. Mais do que apenas formar sua equipe principal, as escolhas feitas por Zucco visam estruturar um governo orientado por eficiência e capacidade realizadora—atributos essenciais para enfrentar as exigências por resultados logo no início da nova gestão.