Com o apoio da Brigada Militar, a Polícia Civil desencadeou hoje a Operação Truck Hunters em várias cidades do Rio Grande do Sul para prender uma quadrilha especializada em furtos de caminhões. Durante a ação, vinte criminosos foram detidos.
Os policiais executaram 28 mandados de prisão preventiva e 50 de busca e apreensão em várias cidades gaúchas, incluindo São Leopoldo, Novo Hamburgo, Viamão, Gravataí, Canoas, Guaíba, Porto Alegre, Capão da Canoa, Tramandaí, Portão, Alvorada, Sapucaia do Sul, Mariana Pimentel e Santa Maria. Durante a operação, foram apreendidas armas, drogas e um caminhão.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo aterrorizou caminhoneiros e empresários do transporte de cargas no estado por aproximadamente dois anos, cometendo furtos de veículos, extorsões e desmanches em larga escala.
A investigação teve início em 15 de setembro de 2023, após uma denúncia anônima que levou a polícia a um galpão em Viamão, onde três indivíduos foram pegos desmanchando um caminhão, além de serem encontrados veículos adulterados, um reboque e ferramentas. Duas semanas depois, outra operação descobriu um segundo ponto da organização criminosa em Gravataí, onde um caminhão estava sendo preparado para desmanche.
Conforme a Polícia Civil, a quadrilha operava de forma organizada, com divisões de tarefas, hierarquia e procedimentos eficientes para furtar, extorquir e desmanchar caminhões. Os líderes do grupo eram quatro indivíduos, cada um com funções específicas.
Além dos líderes, havia 15 membros especializados em furtos na quadrilha, que mantinha uma rede de contatos e galpões para facilitar as atividades ilegais. Os alvos dos criminosos eram caminhões carregados com cargas valiosas, como ração animal e materiais de construção, que transitavam por rodovias importantes do estado.
Após o furto, os criminosos exigiam resgates dos proprietários dos veículos, chegando a valores entre R$ 5 mil e R$ 100 mil, dependendo do veículo e da carga. Aqueles que não pagavam tinham os caminhões levados para os galpões de desmanche, onde eram desmontados rapidamente e as peças distribuídas para venda ilegal.
A investigação apontou que mais de 50 ocorrências policiais foram ligadas aos membros da quadrilha, com dezenas de caminhões furtados e centenas de vítimas extorquidas em diversas cidades do Rio Grande do Sul. As atividades do grupo foram monitoradas de fevereiro de 2023 até abril deste ano.
