Um indivíduo de 27 anos foi sentenciado pelo Tribunal do Júri de Porto Alegre a cumprir 21 anos de prisão por cometer o assassinato de um policial militar no bairro Cavalhada, na Zona Sul da Capital, em 1° de abril de 2016, durante uma abordagem a um veículo roubado com sinal identificador adulterado.
De acordo com o MP (Ministério Público), os ocupantes do carro resistiram à abordagem da Brigada Militar e dispararam contra o policial, que não resistiu aos ferimentos.
O julgamento ocorreu na quinta-feira (10), presidido pelo juiz Jaime Freitas da Silva. Durante o interrogatório no tribunal, o acusado negou qualquer envolvimento no homicídio e apenas admitiu estar presente no veículo com os outros réus.
Ele também afirmou que os tiros que mataram o policial foram disparados por um dos acusados que não chegou a ser julgado, pois foi morto em um confronto com a Brigada Militar em outro incidente.
O réu condenado estava em liberdade durante o processo, mas teve sua prisão decretada após a divulgação da sentença. Quanto ao crime de receptação de veículo, a punibilidade foi extinta, e os jurados consideraram que o acusado não teve participação na adulteração do sinal identificador do veículo.
A denúncia contra outros dois homens já havia sido rejeitada por falta de provas de participação no homicídio.
