O Tribunal do Júri de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, proferiu uma sentença condenatória de 33 anos e 4 meses de prisão em regime fechado para uma mulher acusada de cometer um crime terrível: matar o próprio filho, de apenas 2 anos, ao atear fogo na casa deles.
O ato brutal ocorreu em 10 de abril de 2021, no bairro São José. A ré, que já se encontrava detida, não terá o direito de apelar da decisão em liberdade, permanecendo em prisão preventiva. O veredicto foi anunciado no final da tarde de quinta-feira (31).
A acusada foi considerada culpada pelos crimes de homicídio qualificado (por motivo torpe, uso de fogo e dificultação da defesa da vítima) do próprio filho, com agravante pelo fato da vítima ser menor de 14 anos, e também pelo crime de incêndio criminoso em residência habitada.
O julgamento foi conduzido pelo juiz Roberto de Souza Marques da Silva. De acordo com a acusação do Ministério Público, a intenção da mãe era se livrar do ônus de cuidar da criança, que sofria com problemas de saúde. Segundo o MP, a acusada utilizou etanol para iniciar o incêndio que destruiu a residência.
O promotor de Justiça Luiz Flávio Barbieri declarou que emocionalmente este foi um dos júris mais difíceis em que já participou. “A sentença não trará a criança de volta, mas a justiça serve para dar voz aos que foram silenciados. É uma punição exemplar imposta pela sociedade de Sapucaia do Sul, deixando claro que a barbárie não será tolerada”, afirmou.
