Porto Alegre foi palco, nesse domingo (1º), de uma manifestação de repúdio ao crime que resultou na morte de Orelha, um cão comunitário. O episódio causou grande comoção social e levantou debates sobre ética, empatia, segurança, saúde pública e convivência urbana.
A vice-prefeita de Porto Alegre, Betina Worm, que é médica veterinária, expressou sua indignação com o caso. Ela destacou a brutalidade do crime contra Orelha, que vai além dos maus-tratos, sendo considerado crueldade contra animais devido à intensidade e gravidade.
Pedido por justiça
Betina Worm enfatizou a necessidade de uma investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos. Ela ressaltou que a sociedade não tolera mais esse tipo de crime e exige uma resposta adequada das autoridades.
A vice-prefeita também abordou as repercussões sociais do caso, observando manifestações de retaliação nas redes sociais. Ela enfatizou a importância de transformar a indignação em políticas públicas, educação e respeito à vida animal.
Medidas para cães comunitários
Betina Worm lembrou que a Prefeitura de Porto Alegre já vinha adotando medidas para proteger os animais comunitários, incluindo o Cadastro de Animal Comunitário, que visa fornecer cuidados adequados, como vacinação e castração.
A vice-prefeita destacou o compromisso institucional em fortalecer as políticas de proteção animal, especialmente por meio do Gabinete da Causa Animal, que coordena essas ações.
Agenda em Santa Catarina
Betina Worm anunciou que irá a Santa Catarina na próxima semana para discutir políticas de proteção animal e colaboração entre municípios. Ela ressaltou a importância da cooperação para garantir o bem-estar dos animais de rua.
Ela encerrou seu discurso fazendo um apelo à sociedade para que o caso de Orelha seja um catalisador permanente na defesa da vida e no respeito aos animais. (Por Gisele Flores)
