Uma fábrica de sucos irregular foi descoberta em Porto Alegre durante uma operação conjunta envolvendo o MP (Ministério Público), o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde, a Vigilância Sanitária Municipal de Porto Alegre, a Brigada Militar, a Polícia Civil e a Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental).
A ação ocorreu no bairro Santa Tereza, na Zona Sul, e a fábrica produzia bebidas comercializadas como Suco Pop. Apesar de serem rotulados como sucos naturais de laranja, maçã, uva, maracujá e abacaxi, os produtos eram na verdade feitos com uma pequena quantidade de suco concentrado, água, açúcar e corante artificial, de acordo com o MP. Além disso, a produção acontecia em um local sem registro, sem condições sanitárias apropriadas e sem o uso de água tratada.
No mesmo endereço, anteriormente, funcionava outra empresa do mesmo ramo que também apresentou irregularidades e teve as máquinas lacradas. Na operação, funcionários foram encontrados escondidos no sótão e produtos que já haviam sido apreendidos anteriormente foram colocados à venda novamente, desrespeitando a proibição. A gerente da indústria foi presa e levada para uma delegacia.
Além das questões sanitárias e de qualidade dos produtos, a fábrica também foi autuada por infrações ambientais, como operar sem licença e despejar resíduos de forma irregular na rede pluvial pública.
Rede de supermercados
A fiscalização também inspecionou uma rede de supermercados que comprava os sucos da fábrica interditada. No estabelecimento, foram apreendidas 1,2 mil unidades das bebidas inadequadas. A rede foi autuada por vender produtos sem registro no Ministério da Agricultura e Pecuária, bem como sem autorização para produção ou comercialização.
A Vigilância Sanitária Estadual emitiu uma circular para todos os municípios do Rio Grande do Sul recomendando a retirada de qualquer produto da marca Suco Pop encontrado no comércio.
