Investigação de tráfico de drogas envolve policial penal e psicóloga em penitenciária da Região Metropolitana de Porto Alegre

O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), iniciou nesta segunda-feira (3) a Operação Julieta II. O objetivo é desmantelar uma organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas e pela entrada de objetos ilícitos na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Os principais alvos da ação foram uma policial penal, que já era investigada na Operação Julieta I em setembro de 2024 e estava afastada do cargo desde então, e uma psicóloga do quadro da Polícia Penal. Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em diversas cidades da região.

Além das buscas, foram feitas revistas na penitenciária com apoio da Polícia Penal, resultando no sequestro de um veículo e uma motocicleta. No total, 13 pessoas estão sendo investigadas, mas até o momento não houve prisões.

De acordo com informações do MPRS, a investigação que começou em junho de 2024 apontou que a organização era liderada por uma detenta de dentro da prisão, que coordenava a entrada de celulares, drogas e outros itens proibidos em troca de pagamentos em dinheiro, via Pix, e benefícios indiretos.

A promotora Maristela Schneider explicou que os envolvidos utilizavam familiares e pessoas de confiança para movimentar os recursos obtidos de forma ilícita, adquirindo bens de alto valor e mantendo empresas de fachada para ocultar a origem do dinheiro. A detenta investigada movimentou mais de R$ 1 milhão com o esquema, que envolve crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção ativa e passiva, prevaricação, favorecimento real, organização criminosa e lavagem de dinheiro.