Na tarde de quarta-feira (6), após dois dias intensos de julgamento, foi encerrado o tribunal que analisou o caso de Adriana Guinthner, acusada pela morte do seu marido, Paulo César Ruschel, um escrivão judicial. O crime ocorreu em 2006, na cidade de Novo Hamburgo, localizada no Vale do Sinos. A sentença fixou a pena em 18 anos e oito meses de prisão em regime fechado.
O júri, formado por sete mulheres, considerou Adriana culpada pelo homicídio qualificado, motivado por razões torpes e utilizando um método que dificultou a defesa da vítima. A juíza Bruna Casagrande Siebeneichler, responsável pela 1ª Vara Criminal de Novo Hamburgo, presidiu o julgamento e ordenou a imediata execução da pena imposta.
Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público (MP), a vítima, com 48 anos na época do crime, foi assassinada enquanto dormia em sua casa no bairro Pátria Nova. A promotoria argumenta que o crime foi premeditado pela esposa, agora com 55 anos, e teria sido motivado por questões financeiras. O escrivão foi atingido por disparos de arma de fogo na cabeça e no tórax.
A decisão ainda pode ser contestada, sendo proferida quase duas décadas após o homicídio. Durante esse extenso período, o caso enfrentou diversas reviravoltas judiciais. Uma condenação anterior ocorrida em 2023 foi anulada pelo Tribunal de Justiça devido a problemas processuais.
A defesa sustentou que o assassinato foi cometido por invasores desconhecidos que adentraram a residência do casal. No entanto, o MP defende que Adriana planejou o crime e teria assassinado seu marido ou facilitado a entrada dos supostos atiradores. Até o momento, não foram identificados outros suspeitos durante as investigações.
