Nesta quinta-feira (11), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul lançou a Operação Apakani, com o objetivo de desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro associada ao tráfico de drogas, não apenas no estado, mas também em outras regiões do país. Esta ação faz parte da Operação Narke 6, que é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em âmbito nacional. Como resultado da operação, 27 indivíduos foram detidos.
Os policiais cumpriram um total de 28 mandados de prisão preventiva e cinco mandados de prisão temporária. Além disso, foram realizados 58 mandados de busca e apreensão, bloqueios em 58 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, bem como o sequestro de 14 veículos. Durante as ações, foram confiscados R$ 22 mil em dinheiro e uma arma.
No estado gaúcho, os mandados foram executados em diversas cidades, incluindo Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, as operações ocorreram em Florianópolis, Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça e São José.
Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos dentro de estabelecimentos prisionais.
Além disso, investigações aprofundadas foram realizadas em empresas localizadas nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com a colaboração das Polícias Civis locais.
A operação contou com a participação de 249 policiais civis do Rio Grande do Sul e 50 agentes da Polícia Civil de Santa Catarina.
Início das investigações
A investigação teve início após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha na cidade de Canoas em 2023. Durante o processo investigativo, ficou evidente que a organização criminosa operava na distribuição em larga escala de cocaína e crack no Rio Grande do Sul. As atividades eram realizadas por meio de sofisticadas operações logísticas interestaduais que incluíam o uso de imóveis alugados em áreas privilegiadas para armazenar os entorpecentes e minimizar riscos de rastreamento.
Bloqueios e descapitalização
Durante o período das investigações, o total movimentado pela organização criminosa foi estimado em R$ 21,33 milhões. A abordagem utilizada para as atividades ilícitas envolvia a lavagem de dinheiro através do sistema financeiro e a inserção dos ativos ilegais na economia formal. Isso era feito principalmente pela aquisição de veículos ou pela movimentação significativa de valores em espécie e pela integração dos capitais ilícitos em empresas legítimas e também em negócios fictícios.
