Porto Alegre tem mantido a taxa de transmissão vertical do HIV abaixo de 2%, o que é considerado uma referência pelas políticas públicas de saúde no Brasil. Os dados mais recentes mostram um índice de 1,1%, confirmando a eficácia das ações de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo de gestantes com HIV na rede municipal de saúde.
O indicador tem se mantido estável nos últimos anos, com um baixo número de crianças infectadas, dentro dos padrões de controle recomendados pelo Ministério da Saúde. A transmissão vertical ocorre quando o HIV é passado da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação, mas pode ser amplamente evitada com um acompanhamento adequado.
O secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, atribui esse resultado a um trabalho consistente e integrado da rede de saúde. Ele destaca a importância do planejamento, organização do cuidado e comprometimento das equipes. O acompanhamento começa no pré-natal, passa pelo parto e segue no cuidado com a criança, garantindo acesso ao diagnóstico, tratamento e monitoramento contínuo.
A estratégia adotada pelo município envolve a integração entre a Atenção Primária à Saúde, maternidades e vigilância em saúde, com testagem oportuna, início precoce do tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico regular e ações de prevenção combinada.
De acordo com a coordenadora da Atenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids, Tuberculose e Hepatites Virais (Caist) da Secretaria Municipal de Saúde, Daila Alena Raenck da Silva, o cuidado contínuo é fundamental para controlar esse indicador. Ela ressalta que a transmissão vertical pode ser evitada quando a gestante é diagnosticada a tempo e mantém contato com os serviços de saúde. O resultado em Porto Alegre demonstra que a rede está funcionando, com protocolos claros e acompanhamento próximo das mulheres e crianças.
