O preço da cesta básica em Porto Alegre, no mês de fevereiro, foi de R$ 786,84, com uma redução de 1,07% em comparação com janeiro. Esses dados foram divulgados pela Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria pela Conab e pelo DIEESE, na última segunda-feira.
Apesar da queda de preços, Porto Alegre ficou com a quinta cesta básica mais cara do Brasil, sendo superada por São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá e Florianópolis.
Entre os 13 produtos que compõem a cesta básica da capital gaúcha, dez tiveram redução de preço em fevereiro, com destaque para a batata, óleo de soja, banana e manteiga. Por outro lado, feijão preto, leite integral e pão francês apresentaram aumento de preço.
No acumulado dos últimos 12 meses, o arroz agulhinha, feijão preto e leite integral tiveram as maiores quedas de preço em Porto Alegre. Já o tomate e o café em pó foram os produtos que mais aumentaram de valor nesse período.
De dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, a maioria dos produtos da cesta básica teve queda de preço em Porto Alegre, com exceção do tomate, feijão preto, pão francês e carne bovina de primeira.
O comprometimento da renda com a compra da cesta básica em Porto Alegre caiu para 52,48% em fevereiro, quando considerado o salário mínimo líquido após desconto da Previdência Social.
No contexto nacional, Natal teve a maior elevação no custo da cesta básica, enquanto Manaus registrou a maior queda. No acumulado do ano, a maioria das cidades teve alta no preço da cesta, com destaque para o Rio de Janeiro.
O aumento no preço do feijão em várias regiões foi um dos responsáveis pelo aumento no custo da cesta básica. A carne bovina de primeira também teve alta de preços em diversas cidades.
Considerando a cesta mais cara do país, em São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo deveria ser de R$ 7.164,94 para suprir todas as despesas básicas, sendo 4,42 vezes superior ao mínimo atual.
