Cão de trabalho do Rio Grande do Sul é reconhecido como o melhor da América do Sul no cenário internacional.

O sistema prisional do Rio Grande do Sul está passando por uma transformação significativa com a presença dos cães de trabalho da Polícia Penal, conhecidos como K9. Em 2025, esses animais participaram de 93 operações, desempenhando um papel crucial na segurança das unidades prisionais, tanto de forma preventiva quanto repressiva, o que contribui para a manutenção da ordem e a redução de riscos para os servidores.

Presença impactante e efeito psicológico

O Grupo de Operações com Cães (GOC) vai além do suporte operacional, oferecendo um efeito psicológico imediato que atua como um inibidor de tumultos e situações de risco. Treinados para conter internos e identificar ilícitos, os cães aumentam a eficiência da Polícia Penal e garantem a segurança dos servidores. O coordenador do GOC, Anderson Cardoso, destaca que a presença dos cães é crucial para a segurança, especialmente dos grupos de intervenção rápida, e também para desencorajar tumultos e minimizar o uso de instrumentos menos letais.

Investimentos em estrutura e capacitação

O sistema prisional gaúcho conta atualmente com 18 cães de trabalho e 10 policiais cinotécnicos distribuídos em diferentes canis regionais e setoriais. O governo estadual tem investido em equipamentos como macacões de proteção, mordedores, guias de nylon e kits auxiliares de detecção importados, aprimorando as capacidades dos cães de trabalho. Além disso, a modernização das estruturas físicas acompanha a crescente demanda por operações seguras e eficazes nas unidades prisionais.

Formação especializada

Um avanço significativo foi a criação do Curso de Formação em Cinotecnia e Emprego Prisional (CFCEP), realizado pelo GOC em parceria com a Escola do Serviço Penitenciário. Essa capacitação inédita no Estado aborda diversos temas essenciais para os cinotécnicos, garantindo que estejam preparados para o uso estratégico dos cães e fortalecendo a segurança e a ressocialização nas prisões.

Reconhecimento internacional

O trabalho realizado no Rio Grande do Sul foi reconhecido internacionalmente com a vitória do cão K9 Mohoc e de seu operador no 8º Campeonato Sul-Americano de Cães de Trabalho. Essa conquista inédita colocou o Estado no mapa da excelência em operações com cães, demonstrando a qualidade do treinamento e da atuação da Polícia Penal.

Integração com políticas públicas

A atuação dos K9 se integra a projetos de ressocialização, como o Mãos que Reconstroem, que oferece oportunidades de trabalho para apenados, demonstrando o equilíbrio entre disciplina, segurança e reinserção social no sistema prisional.

Um recurso inovador

O uso de cães de trabalho no sistema prisional gaúcho representa uma inovação que combina tecnologia, capacitação e impacto social. Além de reforçar a segurança, os K9 simbolizam uma mudança cultural e a valorização de recursos que reduzem riscos, aumentam a eficiência e elevam o Estado no cenário internacional. (Por Gisele Flores)