Um ex-diretor de uma penitenciária no Litoral Sul gaúcho foi condenado a 25 anos, quatro meses e sete dias de prisão por corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais. De acordo com a denúncia do Ministério Público, ele facilitava a entrada de celulares, drogas e dinheiro na prisão.
A sentença também determinou a perda de bens no valor de R$ 1,3 milhão, confisco de bens, perda do cargo público e proibição de ocupar cargos públicos pelo dobro do tempo da condenação.
No mesmo processo, dois apenados foram condenados a 13 anos, nove meses e 28 dias, e 12 anos, um mês e cinco dias, respectivamente.
As condenações fazem parte das investigações da Operação realizada em julho de 2023, que envolvia a facilitação do ingresso de materiais ilícitos na cadeia. O ex-diretor foi preso durante a ação, junto a outros envolvidos que faziam parte de uma facção criminosa.
No período de crimes entre maio de 2021 e fevereiro de 2023, o ex-diretor recebeu mais de R$ 458 mil para permitir a entrada de materiais ilegais na prisão, enquanto os apenados lucram quase R$ 4 milhões com o tráfico de drogas no local.
Entre 2018 e 2023, o ex-diretor movimentou mais de R$ 7 milhões em suas contas bancárias, o que não condiz com sua renda como servidor público. O nome do acusado não foi divulgado pelo Ministério Público.
