História feita: Porto Alegre registra a menor taxa de mortalidade infantil de todos os tempos

Em 2025, Porto Alegre atingiu a menor taxa de mortalidade infantil de sua história, com 7,2 óbitos a cada mil nascidos vivos, segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), da Diretoria de Vigilância em Saúde. Esse número representa 98 falecimentos em um total de 13.518 partos realizados na cidade.

Essa performance colocou Porto Alegre abaixo dos índices mais recentes do Brasil, que registrou um coeficiente de 12,3 por mil nascidos vivos em 2024, e do Rio Grande do Sul, que apresentou 10,0 por mil no mesmo período. Com os dados nacionais e estaduais geralmente com defasagem de cerca de dois anos para a consolidação, o resultado de Porto Alegre em 2025 coloca o município em uma posição ainda mais destacada em comparação com outras regiões.

De acordo com os dados preliminares de 2025, as principais causas de morte foram afecções no período perinatal, seguidas por malformações congênitas e causas externas. Houve uma redução significativa nas mortes por doenças respiratórias, resultado atribuído à ampliação da cobertura vacinal e à promoção do aleitamento materno.

No entanto, chamou atenção o número de óbitos por causas externas, em especial asfixias relacionadas ao compartilhamento de leito, consideradas evitáveis e que ressaltam a importância de diretrizes mais intensas sobre um sono seguro.

Quanto à faixa etária, o maior desafio continua sendo na primeira semana de vida. O coeficiente neonatal precoce, de zero a seis dias, foi de 3,18 por mil nascidos vivos, superando os períodos neonatal tardio e pós-neonatal.

O prefeito Sebastião Melo ressaltou a importância desse marco e afirmou o compromisso da gestão em garantir o direito de todas as crianças de nascer, crescer e se desenvolver com dignidade. Já o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, destacou que o resultado histórico é fruto de planejamento, qualificação técnica e monitoramento contínuo da rede assistencial, enfatizando a importância de investir na Atenção Primária e pré-natal qualificado.

Mesmo com o resultado positivo, ainda existem desigualdades, como a disparidade entre filhos de mães brancas e pretas/pardas, além das variações entre distritos da cidade. Desafios identificados incluem condições sociais das famílias, presença de doenças crônicas pré-existentes à gestação e a necessidade de ampliar o acompanhamento das crianças por meio da puericultura.