O Ministério Público do Rio Grande do Sul através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Centauro no Norte do Estado com o objetivo de desmantelar uma facção criminosa envolvida em diversos crimes, como tráfico de drogas, posse ilegal de armas de fogo, homicídios, denúncias caluniosas e lavagem de dinheiro.
A facção utilizava pessoas ligadas a ela para fazer denúncias falsas contra policiais militares em Ronda Alta, que estavam combatendo os criminosos. Além disso, os membros do grupo também ameaçavam os policiais, suas famílias e a população em geral de várias cidades, utilizando violência.
No total, foram executados 14 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão em diversas cidades. Nove dos alvos dos mandados de prisão já estavam detidos, continuando a cometer crimes de dentro do sistema prisional, enquanto os outros cinco foram presos.
A Justiça também determinou o bloqueio de 25 contas bancárias, sendo que uma delas movimentou aproximadamente R$ 1,9 milhão em apenas quatro meses. A operação contou com o apoio da Brigada Militar e da Superintendência dos Serviços Penitenciários, já que foram cumpridos mandados em três prisões.
De acordo com as informações do Ministério Público, pelo menos dois policiais militares foram alvos das denúncias falsas, resultando na abertura de processos disciplinares por ações que não ocorreram. A facção é liderada de dentro dos presídios e possui diversos setores, incluindo um responsável por gerenciar pontos de venda de drogas em estabelecimentos comerciais.
O grupo também tem um setor dedicado à movimentação financeira, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Uma das estratégias utilizadas é a fragmentação dos valores movimentados, passando por várias pessoas antes de chegar aos líderes da facção.
A operação investigou 32 pessoas, bloqueando as contas bancárias de 25 delas e determinando o confisco de até R$ 2 milhões de cada uma dessas contas.
