Motoristas apoiam pedágio condicionado a melhorias nas rodovias
Recentemente, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul (Fetransul) divulgou os resultados de uma pesquisa inovadora sobre a opinião dos usuários em relação aos pedágios nos blocos 1 e 2 de concessões rodoviárias do Estado. O estudo, feito entre 22 e 28 de janeiro de 2026, com 450 entrevistas pessoais em postos de combustíveis de diversas cidades, revelou que a maioria dos motoristas está disposta a pagar pelo pedágio, desde que haja melhorias visíveis nas estradas.
Preocupações dos motoristas
Os dados coletados indicaram que a principal preocupação dos motoristas não é o valor da tarifa, mas sim a falta de conservação das rodovias, presença de buracos, falta de duplicação, faixas estreitas, riscos de acidentes e congestionamentos. Tanto no bloco 1 quanto no bloco 2, a conservação e a segurança foram destacadas como mais importantes do que o preço do pedágio.
Aspectos que tornam o pedágio justo
A pesquisa também mostrou que a maioria dos motoristas considera um pedágio justo aquele que oferece um valor adequado em troca de uma rodovia bem conservada, maior segurança no trânsito e redução do tempo de viagem. Além disso, a cobrança proporcional ao trecho percorrido também recebeu apoio da maioria dos usuários entrevistados.
Recepção das melhorias
Uma parte significativa dos entrevistados afirmou estar disposta a pagar pelo pedágio quando percebe melhorias claras na manutenção das estradas. Entretanto, ainda há uma parcela que rejeita a cobrança, principalmente devido a experiências negativas com modelos anteriores de concessão.
Opiniões divergentes sobre custeio
Quando questionados sobre a justiça de custear investimentos em infraestrutura por meio do pedágio, houve opiniões divergentes entre os usuários dos blocos 1 e 2. Enquanto alguns defendem o custeio como forma de ampliar a malha rodoviária, outros discordam, revelando a divisão de opiniões sobre o assunto.
Posicionamento da Fetransul
O presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, ressaltou que os resultados evidenciam a importância de oferecer retornos operacionais tangíveis aos usuários. Ele destacou a necessidade de aprimorar os modelos de concessão para garantir que os pedágios sejam vistos de forma positiva pelos motoristas.
Impacto econômico e histórico das concessões
A pesquisa também alertou para o impacto econômico que tarifas desproporcionais podem ter no setor logístico gaúcho, afetando diretamente segmentos como o agronegócio e a indústria. A resistência maior no bloco 1 em relação aos pedágios reflete experiências passadas consideradas negativas, enquanto ajustes no modelo podem melhorar a aceitação no bloco 2.
