A 6ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre iniciou nesta sexta-feira (12) a Operação Falsa Fiança, com o propósito de desmantelar uma organização criminosa que vendia drogas por delivery e, em seguida, extorquia ex-clientes. Três criminosos foram detidos.
As investigações começaram há aproximadamente quatro meses, após um indivíduo relatar que passou a ser ameaçado por membros do grupo. Mesmo depois de parar de consumir drogas, o usuário continuava a receber mensagens exigindo pagamentos sob ameaças de violência física, sequestro, exposição nas redes sociais, na família e no trabalho.
Após as primeiras extorsões, os criminosos ameaçavam denunciar a vítima à polícia como se fosse parte da quadrilha, comandasse a organização, lavasse dinheiro para o grupo e ordenasse assassinatos.
Um dos integrantes do grupo se passava por um delegado de polícia que solicitava uma fiança para não dar seguimento a um suposto pedido de prisão da vítima.
Durante a operação de hoje, foram realizadas 16 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, nas cidades de Porto Alegre e Balneário Camboriú (SC). Foram apreendidos celulares, chips e anotações.
Segundo o delegado Marcos Meirelles, responsável pelo caso, os criminosos atuavam com uma estrutura bem organizada, envolvendo diversos responsáveis pelas extorsões, utilizando armas para ameaçar as vítimas e pessoas que recebiam valores via Pix. “Esse é um modelo criminal que se aproveita da fragilidade de ex-usuários ou ex-clientes, transformando o tráfico em um ciclo de medo e extorsão”, ressaltou.
“A Polícia Civil alerta a população de que nenhum policial civil entra em contato com vítimas ou investigados para cobrar fianças e evitar prisões, e orienta que outras possíveis vítimas procurem as delegacias para registrar o ocorrido ou usem os canais de denúncia: Whatsapp e Telegram (51) 984440606 e www.pc.rs.gov.br”, comunicou a corporação.
