O juiz Ham Martins Regis, da Vara Criminal de São Gabriel, na Fronteira Oeste, decidiu manter a prisão preventiva dos três policiais militares acusados pela morte de Gabriel Marques Cavalheiro, de 18 anos, ocorrida em agosto de 2022.
Os réus estão sendo processados por homicídio triplamente qualificado e permanecem detidos no Presídio Policial Militar, em Porto Alegre, mesmo alegando inocência.
Ao analisar o caso, o magistrado justificou sua decisão apontando que não houve mudanças nas circunstâncias que levaram à prisão dos acusados. O processo continua em segredo de Justiça.
O juiz destacou que a manutenção da prisão se deve à gravidade do crime supostamente cometido pelos réus, visando garantir a ordem pública e impedir o contato indevido com testemunhas que poderiam interferir na instrução do processo.
Os pedidos de revogação das prisões foram debatidos em audiência realizada recentemente e agora as partes terão a oportunidade de apresentar suas alegações finais. Após essa etapa, o magistrado irá decidir se os acusados serão levados a júri popular.
Contexto do Caso
Gabriel foi encontrado morto em um açude na localidade de Lava Pés, em 19 de agosto de 2022, enquanto estava em São Gabriel para cumprir o serviço militar obrigatório. A prisão dos policiais ocorreu dias depois.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os policiais abordaram Gabriel durante a madrugada, o levaram em uma viatura até o açude e ele desapareceu em seguida, sendo encontrado morto dias mais tarde. As defesas dos policiais alegam que o jovem pediu para ser deixado na região, pois estaria procurando parentes. No registro policial, os brigadianos afirmaram que revistaram o jovem e o liberaram.
