Mulher idosa e outras duas pessoas são condenadas pela morte de policial em Novo Hamburgo

Os envolvidos no assassinato do policial militar aposentado Ezequiel Freire dos Santos foram condenados pelo Tribunal do Júri de Novo Hamburgo. A viúva, acusada de ser a mandante do crime, recebeu uma pena de 21 anos e quatro meses de prisão em regime fechado.

A amiga dela, de 84 anos, acusada de ajudar a recrutar o executor dos disparos que mataram o sargento da reserva, foi condenada a 17 anos de prisão em regime fechado, juntamente com seu filho que recebeu uma pena de 13 anos e quatro meses. O executor do assassinato foi condenado a 15 anos de reclusão. O marido da idosa faleceu durante o processo criminal.

Todos foram acusados de homicídio qualificado. A idosa também respondeu por posse irregular de arma de fogo. O julgamento foi presidido pelo Juiz Flávio Curvelo de Souza e ocorreu ao longo de dois dias, tendo início na manhã de quinta-feira.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a viúva planejou o assassinato com a ajuda da amiga e do marido dela. O filho do casal teria contratado o executor em troca de uma recompensa financeira. O crime ocorreu em uma reciclagem de propriedade da vítima, onde os tiros fatais foram disparados.

O motivo do crime, segundo o MP, foi a insatisfação da viúva com o desejo do policial de se separar dela. O Conselho de Sentença foi composto por sete jurados, sendo um homem e seis mulheres.