Operação da Polícia Penal combate a utilização de celulares em penitenciárias do Rio Grande do Sul

Na última sexta-feira (22), a Polícia Penal do Rio Grande do Sul, em colaboração com a Secretaria Nacional de Políticas Penais, finalizou a 11ª fase da Operação Mute. Essa operação tem como principal meta a apreensão de celulares nas instituições prisionais e a redução da influência de organizações criminosas tanto dentro quanto fora dos presídios em todo o Brasil.

A iniciativa no estado teve início na segunda-feira (18), com atividades na Penitenciária Estadual Modulada de Montenegro, e continuou na terça-feira (19) na Penitenciária Estadual Modulada de Charqueadas. Na quinta-feira (21), as ações se concentraram na Penitenciária Estadual de Santa Maria, encerrando na sexta-feira na Penitenciária Estadual de Porto Alegre.

As unidades prisionais alvo da operação foram selecionadas com base em critérios estratégicos e informações obtidas pelas forças de segurança, priorizando aquelas com presença identificada de grupos criminosos.

De acordo com o secretário estadual de Sistemas Penal e Socioeducativo, Cesar Atilio Kurtz Rossato, “a integração e o planejamento têm sido fundamentais para a segurança pública do Estado, gerando resultados positivos nos últimos anos. Muito desse esforço está ligado ao sistema prisional, pois as operações e revistas exercem um impacto que vai além dos muros das penitenciárias, afetando também a sociedade.”

Mais de 300 agentes da Polícia Penal estiveram envolvidos nessa operação, que resultou na apreensão de celulares, chips, cabos USB e carregadores. O total exato de itens confiscados não foi revelado.

A Operação Mute faz parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma iniciativa do governo federal que destina mais de R$ 11 bilhões para fortalecer a segurança pública no país. Esse programa nacional irá investir recursos em sete presídios localizados no Rio Grande do Sul.

Desde seu lançamento em 2023, a Operação Mute já resultou na retirada de aproximadamente 8,5 mil celulares das instituições prisionais brasileiras. No total, cerca de 42 mil policiais penais participaram das operações realizadas até agora, com mais de 40 mil celas revistadas. Além da apreensão dos dispositivos móveis e eletrônicos, a operação visa combater diversas formas de criminalidade dentro das prisões, reforçando o controle interno e diminuindo a atuação das facções criminosas.